Muita construtora em São Paulo projeta aterros viários sem considerar a fundação do terreno natural. O solo da cidade varia muito: argila mole na várzea do Tietê, areia compacta na Zona Norte e silte colapsível na Zona Sul. Ignorar essa variabilidade gera recalques diferenciais que trincam o pavimento em meses. Fazemos o projeto de aterros viários combinando sondagem SPT para perfil de resistência e ensaio de CBR para definir a espessura das camadas.
Em São Paulo, projetar aterro sem conhecer a fundação é o erro que mais gera patologias em vias urbanas.
Metodologia e escopo
A ABNT NBR 7182:2016 define o ensaio de compactação Proctor, essencial para o projeto de aterros viários em São Paulo. A cidade tem áreas com lençol freático raso — caso do bairro do Limão e da Marginal Tietê — onde a umidade ótima precisa ser ajustada. Também seguimos a NBR 9895:2017 para permeabilidade de campo, pois a drenagem interna influencia diretamente a estabilidade do aterro. Em aterros sobre solos moles, aplicamos o ensaio de adensamento para prever a velocidade de recalque.
Imagem técnica de referência — São Paulo
Considerações locais
Em São Paulo, muitas vezes vemos que aterros executados no verão apresentam trincas longitudinais após as primeiras chuvas. O motivo é quase sempre o mesmo: compactação com umidade acima da ótima, gerando excesso de poropressão. Um projeto de aterros viários bem feito prevê controle de umidade em campo com ensaios de Speedy ou estufa, e monitora a densidade in loco com frasco de areia.
Determinação da umidade ótima e massa específica seca máxima conforme NBR 7182. Realizamos Proctor Normal, Intermediário e Modificado, com relatório de curvas de compactação.
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Ensaio CBR e expansão
Índice de Suporte Califórnia com medição de expansão pós-imersão por 96 horas. Resultado usado no dimensionamento de camadas de pavimento e subleito.
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Controle tecnológico de aterro
Acompanhamento in loco da compactação: Speedy, frasco de areia, densímetro nuclear. Emissão de boletins diários com GC, desvio de umidade e carta de compactação.
Qual a diferença entre Proctor Normal e Modificado no projeto de aterros viários?
O Proctor Normal (NBR 7182) simula energia de compactação de rolo liso vibratório leve, comum em aterros de subleito. O Proctor Modificado usa energia maior (4,5 vezes), indicado para camadas de base e sub-base que receberão cargas pesadas. Em São Paulo, o Normal é padrão para subleito, enquanto o Modificado se aplica a bases de vias de tráfego intenso como as Marginais.
Quanto custa o projeto de aterros viários em São Paulo?
O custo referencial para projeto de aterros viários com ensaios completos (Proctor, CBR, compactação, permeabilidade) fica entre R$3.140 e R$10.070, dependendo da quantidade de pontos de coleta, tipo de solo e necessidade de ensaios complementares como adensamento ou cisalhamento direto.
Por que o solo da várzea do Tietê exige cuidado extra no projeto de aterro?
A várzea do Tietê tem argila orgânica mole com espessura de 5 a 15 metros e N-SPT entre 1 e 4 golpes. Projetar aterro ali sem tratamento de fundação — como colunas de brita, geodrenos ou sobrecarga temporária — provoca recalques de 20 a 50 centímetros, comprometendo a via em até 5 anos.
Com que antecedência devo solicitar os ensaios para projeto de aterro?
Recomendamos solicitar com 15 a 20 dias úteis de antecedência. O tempo inclui: coleta de amostras deformadas e indeformadas (2 a 3 dias), ensaios de caracterização (granulometria, limites de Atterberg, 3 dias), compactação com 5 pontos (2 dias) e CBR com expansão (4 dias de imersão). Para aterros em São Paulo, o cronograma típico é de 15 dias úteis.
Localização e área de serviço
Atendemos projetos em São Paulo e sua zona metropolitana.