A geologia de São Paulo é marcada pela Bacia Sedimentar de São Paulo, com espessas camadas de argilas siltosas e areias finas, além de solos residuais de gnaisse e migmatito na zona norte. O lençol freático varia de 2 a 15 m de profundidade conforme a região. Em áreas como a várzea do Rio Pinheiros, a permeabilidade dos solos pode ser inferior a 10⁻⁶ m/s. O ensaio de permeabilidade in situ (Lefranc/Lugeon) é fundamental para medir essa taxa diretamente no furo de sondagem, evitando amostras deformadas. Complementarmente, o ensaio CPT oferece perfil contínuo de resistência e poropressão, e a classificação de solos ajuda a interpretar os resultados granulométricos.
O coeficiente de permeabilidade medido em campo pode diferir em até duas ordens de grandeza do obtido em laboratório, devido às fissuras e macroporos.
Metodologia e escopo
A ABNT NBR 15465:2018 orienta a execução do ensaio Lefranc em solos, enquanto o ensaio Lugeon segue norma técnica francesa adaptada para rochas fraturadas. Em São Paulo, aplicamos ambos os métodos conforme o material encontrado. O procedimento envolve:
Limpeza do furo com circulação de água
Estabilização do nível d'água
Injeção de água sob carga constante (Lefranc) ou pressão controlada (Lugeon)
Medição de vazão com cronômetro e proveta
Cada etapa é registrada em formulário de campo. O ensaio de infiltração também pode complementar a análise em solos mais permeáveis.
Imagem técnica de referência — São Paulo
Considerações locais
Um condomínio residencial na Vila Mariana enfrentou recalques diferenciais por não considerar a permeabilidade do solo em projeto de drenagem. A água pluvial acumulou sobre argila siltosa, gerando subpressão na laje de fundo. O ensaio de permeabilidade in situ revelou valores abaixo do estimado, obrigando a instalação de drenos verticais. Em São Paulo, onde o lençol freático é raso em bairros como o Ipiranga, ignorar esse parâmetro pode elevar custos com contenções e bombeamento. O custo de refazer uma fundação supera em muito o investimento no ensaio.
Executado em furos de sondagem com carga constante. Mede a condutividade hidráulica de camadas arenosas e argilosas até 30 m de profundidade.
02
Ensaio Lugeon em Rocha
Aplicado em maciços rochosos para avaliar a permeabilidade por fraturas e descontinuidades. Resultado em Unidades Lugeon (1 UL = 1 L/min a 1 MPa).
03
Relatório Técnico de Permeabilidade
Documenta os dados de campo, cálculos de coeficiente K e análise crítica para projeto de drenagem, barragens e escavações.
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Complementação com Sondagem Mista
Acoplamos o ensaio de permeabilidade a sondagens SPT ou rotativas, otimizando o cronograma e reduzindo mobilizações.
Normas aplicáveis
ABNT NBR 15465:2018 – Ensaio de permeabilidade em solos, Norma Lugeon (adaptada de técnicas francesas para rochas), ABNT NBR – Standard Test Method for Permeability of Soils
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o Lugeon?
O Lefranc é usado em solos, com carga constante de água. O Lugeon é para rochas fraturadas, aplicando pressões controladas. Ambos medem a permeabilidade, mas o Lugeon avalia a resposta do maciço sob pressão.
Em quais regiões de São Paulo o lençol freático é mais raso?
Nas várzeas dos rios Tietê, Pinheiros e Tamanduateí, o lençol freático aparece entre 1 e 4 m de profundidade. Bairros como Mooca, Ipiranga e Vila Prudente também têm níveis elevados devido à baixa permeabilidade das argilas.
Quanto custa um ensaio de permeabilidade in situ em São Paulo?
O custo referencial gira entre R$1.540 e R$2.560 por furo, dependendo da profundidade, do método (Lefranc ou Lugeon) e da necessidade de mobilização de equipamento. Consulte uma cotação para seu projeto específico.
O ensaio de permeabilidade substitui o ensaio de infiltração?
Não. O ensaio de infiltração (como o de anel duplo) mede a taxa de infiltração na superfície do solo. O ensaio de permeabilidade in situ mede a condutividade hidráulica em profundidade, ambos são complementares para projetos de drenagem.
Localização e área de serviço
Atendemos projetos em São Paulo e sua zona metropolitana.