São Paulo cresceu sobre colinas e vales esculpidos em solo residual de gnaisse e micaxisto. O sítio urbano original, no Pátio do Colégio, assenta sobre camadas de argila siltosa e areia fina compacta. Essa geologia heterogênea influencia diretamente a propagação de ondas sísmicas. Obras de grande porte, como estações de metrô e torres comerciais, exigem um estudo aprofundado da resposta do terreno. Uma análise de amplificação sísmica em São Paulo considera a espessura e a rigidez das camadas superficiais. A combinação de dados de VS30 com ensaios de campo como o MASW permite modelar a aceleração esperada no topo do perfil. Esse dado é fundamental para o dimensionamento estrutural segundo a ABNT NBR 15421:2006.

Em zonas de argila orgânica, a amplificação sísmica em São Paulo pode alcançar 2,5 vezes a aceleração de base, afetando o dimensionamento estrutural.