Na bancada do laboratório, começamos a classificação dos solos de São Paulo com uma amostra representativa retirada de sondagem ou poço de inspeção. O material segue para peneiramento conforme a ABNT NBR 7181, onde separamos pedregulhos, areias, siltes e argilas. Em paralelo, os limites de Atterberg (LL e LP) pela NBR 6459/7180 revelam a plasticidade do solo — essencial para prever comportamento sob carga. Na capital, onde os solos variam de argilas moles da várzea do Tietê a solos residuais de granito nos bairros mais altos, essa caracterização inicial é o primeiro passo. Sem ela, qualquer projeto de fundação ou pavimento fica no escuro. Por isso, antes de avançar, complementamos a classificação com um ensaio SPT para correlacionar resistência com a granulometria.
Em São Paulo, a classificação USCS/AASHTO é a base para fundações seguras — sem ela, o projeto ignora a variabilidade dos solos da cidade.
Metodologia e escopo
Comparando os solos da Zona Sul com os da Zona Norte de São Paulo, as diferenças são gritantes. Na Zona Sul, em bairros como Jardim Ângela, predomina solo residual jovem de granito, com pedregulho areno-siltoso de baixa plasticidade — classificado como SM ou SC pelo USCS. Já na Zona Norte, próximo ao rio Tietê, encontramos argilas orgânicas de alta plasticidade (CH) com até 80% de finos. Essa variação exige que cada obra receba uma classificação específica, nunca genérica. Além disso, o sistema USCS (ABNT NBR 6502) separa os solos por granulometria e plasticidade, enquanto o AASHTO (M 145) os agrupa para uso em pavimentos. Em São Paulo, onde o tráfego pesado é regra, a classificação AASHTO orienta o dimensionamento de bases e sub-bases. Para complementar a análise, realizamos também o limites de Atterberg em cada amostra, refinando a previsão de expansão e retração.
Imagem técnica de referência — São Paulo
Considerações locais
Na prática de São Paulo, um erro comum é classificar o solo só pela granulometria e ignorar a plasticidade. Já vi projetos de pavimento na Zona Leste usarem uma areia siltosa (SM) como sub-base sem verificar o IP, e em dois anos o asfalto trincou por retração das argilas. Outro risco: solos residuais de granito no Morumbi parecem arenosos, mas quando saturados perdem coesão rapidamente. A classificação USCS/AASHTO combinada com os limites de Atterberg evita essas surpresas. Também vale lembrar que solos orgânicos (OL/OH) no leito do Tietê exigem remoção ou estabilização antes de qualquer fundação — ignorar isso é convidar recalques diferenciais.
Granulometria por peneiramento e sedimentação, limites de Atterberg, umidade natural e classificação segundo ABNT NBR 6502. Ideal para fundações, cortes e aterros.
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Classificação AASHTO para Pavimentos
Ensaios de granulometria, LL, LP e IP, com enquadramento nos grupos A-1 a A-7. Aplicado em projetos viários e de pavimentação em São Paulo.
Normas aplicáveis
ABNT NBR 6502 (Standard Practice for Classification of Soils for Engineering Purposes – USCS), AASHTO M 145-91 (Standard Specification for Classification of Soils – AASHTO System), ABNT NBR 7181:2016 (Solo – Análise granulométrica), ABNT NBR 6459:2016 (Solo – Determinação do limite de liquidez), ABNT NBR 7180:2016 (Solo – Determinação do limite de plasticidade)
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre USCS e AASHTO na classificação de solos?
O USCS (Unified Soil Classification System) foca na engenharia geral, separando solos por granulometria e plasticidade. O AASHTO é voltado para pavimentação, agrupando solos de A-1 (pedregulhos) a A-7 (argilas) conforme comportamento como subleito ou base.
Quanto custa a classificação de solos USCS/AASHTO em São Paulo?
O custo referencial para uma amostra completa (granulometria + limites + classificação) fica entre R$ 160 e R$ 240, podendo variar conforme o volume de amostras e a necessidade de ensaios complementares.
Para que tipo de obra em São Paulo a classificação USCS é obrigatória?
É obrigatória em obras de fundações (sapatas, estacas), contenções, aterros, barragens e pavimentação. A NBR 6122 exige caracterização do solo para dimensionamento de fundações, e a classificação USCS é a base.
Quanto tempo leva o ensaio de classificação de solos?
O ensaio completo leva de 3 a 5 dias úteis, incluindo peneiramento, sedimentação (quando necessário) e limites de Atterberg. Para solos com muita fração fina, o tempo pode estender para 7 dias devido à secagem.
Localização e área de serviço
Atendemos projetos em São Paulo e sua zona metropolitana.