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Ensaio de compressão simples (UCS) em São Paulo: resistência e deformabilidade de solos e rochas

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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O clima subtropical úmido de São Paulo, com chuvas concentradas entre outubro e março, satura os solos residuais de alteração de gnaisses e migmatitos que recobrem grande parte da cidade. Esse cenário exige ensaios de compressão simples (UCS) para determinar a resistência à compressão não confinada de corpos de prova indeformados, parâmetro crítico em projetos de fundações e estabilidade de taludes. Em São Paulo, a heterogeneidade do perfil de intemperismo torna o ensaio UCS indispensável: sem ele, a estimativa de capacidade de carga fica sujeita a erros que podem comprometer a obra. Por isso, combinamos o UCS com a classificação de solos para correlacionar resistência com o horizonte pedológico, e com o ensaio SPT para validar em campo a continuidade das camadas.

Illustrative image of Compresion simple in
Em São Paulo, o UCS é padrão para classificação RMR e Q de Barton em rochas alteradas da Bacia Sedimentar.

Metodologia e escopo

O desenvolvimento vertical de São Paulo desde os anos 1950 multiplicou edifícios de médio e alto porte sobre a Bacia Sedimentar de São Paulo e os maciços de embasamento cristalino. Nesse contexto, o ensaio de compressão simples (UCS) oferece respostas diretas sobre a resistência de materiais coesivos e rochas brandas. O procedimento segue a ABNT NBR 12770:1992: corpos de prova com relação altura/diâmetro entre 2,0 e 2,5 são carregados axialmente até a ruptura. Parâmetros obtidos incluem a resistência de pico (qu), o módulo de deformabilidade (E50) e a deformação na ruptura. Para solos moles de várzea, como os da região do rio Pinheiros, o UCS complementa o corte direto na avaliação da coesão não drenada. Já em rochas alteradas, o ensaio UCS é padrão para classificação RMR e Q de Barton.
Imagem técnica de referência — São Paulo

Considerações locais

Os solos residuais de São Paulo, especialmente os horizontes saprolítico e laterítico, apresentam comportamento frágil sob carregamento rápido. Sem o ensaio de compressão simples (UCS), o projetista pode superestimar a resistência de pico e ignorar a perda abrupta de capacidade após a ruptura. Em taludes de corte da Marginal Tietê ou em escavações profundas na região da Paulista, a ausência do UCS já causou colapsos por ruptura progressiva. A napa freática rasa em bairros como Vila Mariana e Ipiranga potencializa o amolecimento de argilas siltosas, reduzindo o qu em até 40% — dado que só o UCS identifica.

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Vídeo explicativo

Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Resistência de pico (qu)0,1 a 25 MPa (solos) / até 150 MPa (rochas)
Módulo de deformabilidade (E50)5 a 500 MPa (solos)
Deformação axial na ruptura1% a 15% (solos coesivos)
Relação altura/diâmetro2,0 a 2,5 (NBR 12770)
Tensão de confinamentoNula (ensaio não confinado)
Tipo de amostraIndeformada (bloco ou Shelby)

Serviços técnicos associados

01

UCS em solos coesivos

Executado conforme NBR 12770, com corpos de prova de 38 mm ou 50 mm de diâmetro. Ideal para argilas e siltes residuais de São Paulo. Resultados em 5 dias úteis.

02

UCS em rochas brandas e duras

Amostras de testemunho de sondagem rotativa com preparação segundo ABNT NBR 8492. Relatório com qu, módulo E50 e classificação RMR. Prazo de 7 dias úteis.

03

UCS com medição de módulo secante

Incorporação de extensômetros elétricos para obtenção da curva tensão-deformação completa. Aplicado em projetos de fundações profundas e barragens. Prazo de 10 dias úteis.

Normas aplicáveis

ABNT NBR 12770:1992 (Solo coesivo - Determinação da resistência à compressão não confinada), ABNT NBR 8492 (Standard Test Method for Unconfined Compressive Strength of Intact Rock Core Specimens), ABNT NBR 12770 (Standard Test Method for Unconfined Compressive Strength of Cohesive Soil), ISRM Suggested Method for Uniaxial Compressive Strength of Rock Materials

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o ensaio UCS e o triaxial em São Paulo?

O UCS é um ensaio não confinado, adequado para solos coesivos e rochas em condições drenadas ou não drenadas rápidas. O triaxial aplica tensão confinante controlada, simulando carregamento tridimensional. Em São Paulo, o UCS é mais rápido e econômico para solos residuais, enquanto o triaxial é preferido para argilas moles de várzea ou para projetos que exigem parâmetros de resistência em diferentes níveis de tensão.

Quanto custa o ensaio de compressão simples em São Paulo?

O valor referencial fica entre R$ 870 e R$ 1.320 por corpo de prova, dependendo do diâmetro (38 mm ou 50 mm), da necessidade de corpos de prova extras para repetição e da urgência. Amostras de rocha com preparação especial podem ter acréscimo de até 30%. Consulte orçamento para lotes acima de 5 amostras.

Como o clima de São Paulo influencia o resultado do UCS?

A alta umidade relativa do ar (média de 79% em fevereiro) e a saturação dos solos residuais durante o período chuvoso podem reduzir a resistência de pico (qu) em até 25% em relação a amostras secas ao ar. Por isso, coletamos e transportamos as amostras em câmaras úmidas, e o ensaio é realizado com teor de umidade natural para representar a condição de campo.

Em quais projetos da cidade é obrigatório o UCS?

O UCS é exigido em projetos de contenção de taludes (estabilidade de cortes), fundações de edifícios com mais de 10 pavimentos em solos residuais, e obras de infraestrutura como túneis e pontes. A prefeitura de São Paulo, por meio do Código de Obras, solicita o ensaio para licenciamento de escavações com profundidade superior a 5 m em solos coesivos.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em São Paulo e sua zona metropolitana.

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